Demanda aquecida e baixa oferta sustentam cotações do trigo

Eduardo Ongaro

Foto: Eduardo Ongaro / Canal Rural

Dificuldade de compra no Mercosul também influencia cotação do trigo

 

Demanda aquecida e baixa oferta sustentam cotações do trigo

Colheita de trigo abaixo do esperado na Argentina também reforça o cenário altista

Os preços do trigo continuam em alta no mercado brasileiro, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A baixa disponibilidade e as dificuldades de compras no Mercosul têm sustentado os valores.

As bolsas americanas também sinalizam valorizações, influenciadas por dados sobre aumento da demanda e por preocupações quanto ao clima nas lavouras de inverno dos Estados Unidos. Compradores esperavam que as cotações do trigo no Brasil recuassem em janeiro. Este movimento, no entanto, não tem sido observado.

Segundo a Bolsa de Cereales, a colheita do trigo argentino está finalizada, totalizando 9,8 milhões de toneladas, 30% abaixo do verificado na safra passada. Com a menor disponibilidade para negociação, o cenário atual continua altista. Da Argentina, ainda pesa o fato de que a menor safra levará o governo daquele país a restringir as exportações.

Tendências para os mercados de carnes, lácteos e grãos no Brasil e no mundo

Os dados a seguir foram apresentados durante palestra do Consultor Carlos Cogo na AVISULAT 2012 – III Congresso Sul Brasileiro de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, que aconteceu no dia 22 de Novembro de 2012.

O material traça tendências de médio e longo prazos  para os mais diversos mercados de grãos à carnes, com números importantes também para os granjeiros. Vale a pena conferir. Para acessar os dados completos clique aqui

A hora da eficiência

Por Amilcar Silva Centeno.

Lembro-me claramente de quando comecei minha carreira na indústria de máquinas agrícolas há mais de 30 anos. Naquela época era frustrante constatar que os tratores, colheitadeiras e implementos produzidos por nossa indústria e utilizados nos nossos campos eram projetos desenvolvidos há mais de 3 décadas atrás.

Hoje os lançamentos de novas máquinas e tecnologias agrícolas são feitos quase que simultaneamente em nosso mercado e nos mercados mais desenvolvidos. Algumas vezes nossa indústria até mesmo se antecipa nos lançamentos mundiais.

Mesmo nossa indústria nacional de implementos, constituída predominantemente por empresas familiares de médio porte, investe hoje muito mais no desenvolvimento de máquinas adequadas à nossa exclusiva agricultura tropical.  Ao visitar uma destas empresas surpreendeu-me o fato de que tinha cerca de 140 profissionais dedicados à área de pesquisa e desenvolvimento. Há 30 anos, este número provavelmente correspondia ao total de profissionais dedicados a esta atividade em todo o setor industrial de máquinas agrícolas!

Esta é uma situação que contrasta com a capacidade do setor produtivo de absorver e utilizar eficientemente estes novos recursos produtivos. Não quero com esta afirmação deixar de reconhecer a elevada produtividade de nossos produtores, mas sim chamar a atenção para uma oportunidade simples, acessível e de baixo custo para melhorarmos ainda mais esta eficiência e competitividade.

Encontro uma boa analogia em mim mesmo. Neste momento escrevo este texto em meu computador pessoal, do qual provavelmente não utilizo mais do que 5% do seu potencial. Apesar de toda a evolução no hardware e software, falta-me a evolução equivalente no humanware.

Creio que a foto abaixo ilustra muito bem a mesma questão na agricultura.

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Vejam que se trata de um grupo de máquinas de última geração, porém sendo utilizadas de forma pouco eficiente. Note que a colheitadeira de alto desempenho está com a plataforma erguida enquanto descarrega os grãos colhidosna carreta graneleira à beira da lavoura.

Isto representa um grande desperdício de uma alta produtividade por uma simples questão de gestão da logística de campo. Em condições de alta eficiência, ao longo da sua jornada diária de trabalho, estas máquinas permaneceriam de 80% a 85% do tempo com a plataforma em baixo e colhendo. A isto chamamos Eficiência de Campo.

Medições feitas em propriedades rurais brasileiras têm identificado eficiências de campo tão baixas quanto 40% a 50%, o que significa um desperdício de 35% a 45% da alta capacidade destes equipamentos. Em outras palavras, com uma logística melhor resolvida, poderíamos adicionar a capacidade operacional de uma colheitadeira para cada 2 ou 3 máquinas disponíveis na propriedade. E isso a um custo muito baixo, equivalente ao custo de algumas carretas graneleiras adequadas (em condições típicas uma carreta poderá atender de 2 a 4 máquinas no campo). Normalmente os tratores estão disponíveis, parados no galpão, ou poderiam ser utilizar os tratores mais antigos, uma vez que a operação não demanda grandes potências ou performances.

Veja nas fotos abaixo como essa alta eficiência é alcançada utilizando-se os recursos disponíveis nas máquinas modernas e com uma boa gestão logística.

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Este é apenas um exemplo de como a gestão precisa acompanhar a evolução da tecnologia e da produtividade, de modo a reduzir custos e sem grandes investimentos em recursos caros e sofisticados.

Oportunidades semelhantes podem ser encontradas em quase todas as áreas de gestão de uma propriedade, desde o uso de insumos até a utilização da escassa mão de obra.

É só olhar em volta com a atenção de quem é fanático por eficiência!

PENSE NISSO!

Fonte: 100teno Estratégia Planejamento